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Integração de Sistemas
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Quando uma organização parte para a aquisição de uma ou mais empresas de seu ramo de negócio o primeiro compromisso a que se dedica para consolidar a operação é tratar da integração dos respectivos sistemas e processos de uma maneira que cause o menor impacto para os seus clientes e que resulte na oferta do melhor produto no mercado. Com os bancos, que sempre estão às voltas com incorporações e fusões, o cenário não é diferente, exceto pelo fato de que o escopo da integração é um pouco mais abrangente, pois envolve as áreas centrais e as agências.
Os procedimentos, em geral, são bastante complexos, mas o Santander Banespa deu uma demonstração de eficiência e con- seguiu levar a cabo o seu objetivo em um curto espaço de tempo. Precisou de não mais que oito meses, entre o levantamento de requisitos, especificação funcional, elaboração do desenho técnico, construção, certificação, implantação e a realização de alguns simulados das transações e funcionalidades disponíveis na rede, para promover a integração tecnológica dos sistemas de Cobrança de Títulos, Descontos e Recebíveis dos bancos Santander Brasil, Meridional e Banespa em um único ambiente que roda hoje no Santander Banespa.
Orçado em R$ 12 milhões, o projeto "Integração Cash" foi desenvolvido em parceria com Prime Informática. "Atuamos junto à área de TI do Santander no desenvolvimento e implantação das funcionalidades responsáveis pela integração das informações e das aplicações que suportam os negócios da área de Cash", ressalta Rudnei Fernando Rocha, diretor de negócios da empresa

Otempo foi fator crítico. O banco determinou a data de implantação e, foi inflexível às tentativas de replanejamento e reprogramação. Outro desafio foi a garantia de exatidão do processo de conversão, migração e integração das informações e das aplicações, considerando os volumes e a quantidade de relacionamentos envolvidos.
Não poderia ser diferente por causa da dimensão e complexidade do projeto que, conforme definiu Patrício MeIo, superintendente executivo de tecnologia do Santander Banespa, figura entre aqueles que traduzem a visão do banco segundo a qual a tecnologia é ferramenta a serviço do negócio. Os trabalhos desenvolvidos ao longo de oito meses envolveram diferentes áreas: Tecnologia de Cash, Canais (Internet Banking, Agência, Call Center), Infra-estrutura, Homologação, Produção, Produtos, Backoffice, Organização e Métodos, Contabilidade, Controladoria, Recursos Humanos (Treinamento) e Marketing.
As aplicações envolvidas no processo de integração foram custódia, caução e descontos de recebíveis de duplicatas, cheques pré-datados e agenda de cartões, superando o patamar de 50 sistemas processados em um ambiente tecnológico heteregôneo, composto por mainframe, plataforma web e Windows. Pelo lado da Prime Informática, 50 profissionais das áreas de Suporte, Qualidade e PMO (Project Management Office) foram mobilizados para cumprir as diretrizes e metas estabelecidas pelo Santander Banespa. A estimativa do banco é obter uma economia da ordem de R$ 470 mil por ano com recursos humanos e de R$ 1,2 milhão por ano com licenças de software.


Marcelo Segala, Claudia Paquinelli Mouta, Carlos José Rezende e Marcelo Guerra Soares de Freitas